Tuesday, November 29, 2011

Agora e agouro.

Ensinaram-lhe errado desde o a infância. Ele deveria ter deduzido, tudo bem. Ou quem sabe, o deveriam ter ensinado aquilo que precisava saber.

"Boa era aquela geladeira, que me durou a vida inteira!" Erro dele foi pensar que sentimentos são como geladeiras (em alguns casos, refletiu, quem sabe sejam). Sacrifica-se plenitude por duração. E amor diluído é para maricas fracotes, além do quê, cabe mais em uma vida se, não? Ensinaram-lhe que bonito é aquilo a que se dá tempo para que apodreça. E ele sempre soube, ainda que só agora esteja claro, que a Esperança não era tesouro algum na caixa de Pandora, era sim o pior de todos. Seus mestres, esperançosos. Ele mesmo. Todos mais tarde (sempre mais tarde) engolidos pelo cheiro daquelas coisas que já putrefatas, não se tira da geladeira. E concluiu: até o vinho, cujo sabor é valorizado com o tempo, não se deve esperar pra beber.

2 Comments:

Anonymous Luiz, o Pierotti said...

Em poucas palavras: DO CARALHO!

12:35 AM  
Blogger Suelen, F. said...

que o mundo seja preenchido de pessoas como tu, inteligentes, passionais e que te fazem viver cada palavra escrita

3:59 AM  

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